quarta-feira, setembro 02, 2009

Design verde – O meio ambiente agradece

O futuro está em móveis ecologicamente corretos


Criações práticas e preocupadas em manter o mundo mais saudável são as tendências do futuro



Com matérias-primas recicláveis, ideias criativas e econômicas transformam papelão e garrafas de refrigerante em pufe e cabides


Tatiana Stock


Tubarão


O mercado de produtos sustentáveis tem crescido pelo reflexo de uma sociedade consciente, criativa e melhor informada. Cresce o número de consumidores preocupados em adquirir produtos que incentivam a preservação da natureza, com matérias-primas reutilizáveis ou oriundas de reflorestamento.
Mesmo assim, ainda não é possível afirmar que a sustentabilidade do produto é um fator determinante a venda quando são comparados produtos de um mesmo nicho, mas é um diferencial. "O consumidor até tem a consciência, mas não paga a mais por ter um selo verde. Por isso muitas vezes os produtos tem que ter um custo igual ou inferior", explica o designer de produto Mateus Monteiro Machado.
Mateus que desde a época da faculdade sempre gostou de reaproveitar e transformar objetos. Durante o ano já recebeu dois prêmios voltados a sua criação "Cabide Origami", feito com lâmina de garrafa pet. Uma menção no Salão Design - Casa Brasil 2009 e o X Prêmio House e Gift de Design na categoria Utilidades Domésticas - Limpeza e Organização Doméstica.
Além do cabide, em um ano de empresa o designer já criou um rack feito de polipropileno (material que pode ser reciclável futuramente), um porta carregador de celular (de pet) e o pufe ecológico (com papelão ondulado).
Mateus enviou um pufe para o programa Mais Você, da rede globo. "Agora o objeto faz parte do cenário da Ana Maria Braga e pode ser visto por todo o Brasil", alegra-se o jovem designer que vê a importância de não ferir o meio ambiente.


Foto: Cristian Medeiros

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº2.772, ANO 10, quinta-feira, 3 de setembro de 2009.

Direito à vida

Maltratar animais é crime




No sul de SC, em Tubarão, do ano passado até ontem, só oito BOs foram registrados


Tatiana Stock

Tubarão

No último mês, vários incidentes contra animais foram registrados na região. Um cão foi queimado em Laguna, alguns envenenados em Imbituba e, há uma semana, outros dois foram encontrados mortos em Capivari de Baixo. A falta de humanidade com os animais está crescente, porém, por incrível que pareça, as denúncias continuam mínimas e isso apresenta certo descaso com o melhor amigo do homem.
O capitão Vilson Sperfeld, do 5º Batalhão de Polícia Militar de Tubarão, justifica
essas ações pela falta de informação dos agressores. “O desconhecimento da
população sobre o que a lei prevê e, principalmente, sobre a punição, faz com que
crueldades sejam realizadas”, observa Vilson. Entre os maus tratos mais comuns,
estão o abandono, a falta de comida e cuidados básicos.
O presidente da ONG Movimenta-Cão, de Tubarão, Francisco Beltrame, afirma que a maioria das pessoas tem receio em denunciar e, por esse motivo, muitos animais indefesos acabam maltratados. “O ser humano está cada dia mais egoísta e esquece dos pobres animais. E o pior: muitas vezes, faz crueldades a criaturas indefesas sem
motivo algum”, lamenta Francisco. A PM de Tubarão registrou apenas quatro denúncias
de maus tratos em 2008 e outras quatro neste ano. Os números contrapõem-se à realidade. “A Lei das Contravenções penais encaixa-se a esse tipo de delito, com
pena alternativa junto aojuizado especial criminal”, afirma a escrivã da
Delegacia de Polícia Civil de Delitos de Transito e Crimes Ambientais de Tubarão,
Isabel Cristina dos Santos.

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº2.769, ANO 10, segunda-feira, 31 de agosto de 2009.

Conscientização - Meio Ambiente

Pescadores inspecionam complexo lagunar em Laguna


Ainda sem data, o “Dia da Faxina” pretende reunir pescadores e pessoas da comunidade para uma limpeza consciente


Entre os itens encontrados, estão: alto-falantes, sofá, pneus, carcaça de barco enferrujada e esgoto a céu aberto

Tatiana Stock
Laguna

Indignados com a poluição e o descaso das autoridades em relação ao complexo Lagunar,
pescadores artesanais da Associação dos Pescadores Profissionais Artesanais
e Amigos da Lagoa Santo Antonio dos Anjos, de Laguna, realizou ontem uma inspeção para detectar pontos problemáticos e a real situação da lagoa.
A busca foi realizada do centro de Laguna até o porto pesqueiro, no barco dos próprios pescadores.
A maré baixa atrapalhou um pouco a vistoria, mas o objetivo foi alcançado. “Encontramos alto-falantes, sofá, pneus, plásticos, carcaça de barco enferrujada,
esgoto a céu aberto (perto da balsa do Farol de Santa Marta) e muita sujeira na água”, resumiu o secretário da associação, Nelson Siqueira.
O pescador artesanal e presidente da associação, Rinaldo Florentino, pesca há mais de 30 anos na região e reflete sobre a diminuição gradativa do número de pescados e apela por auxílio de cidadãos e governantes em prol da lagoa. “Queremos mostrar
a realidade que passa os nossos peixes. O número diminui em virtude do assoreamento, do esgoto e da poluição. Nesta visita, pudemos ter uma amostra dos descasos da população com a lagoa, que é a nossa sustentabilidade”, enfatiza Rinaldo.
Este foi o primeiro passo para o “Dia da Faxina”, evento idealizado pela organização, que iniciou trabalhos em fevereiro, e tem como objetivo despoluir a lagoa e gerar uma
conscientização ambiental em torno dessa causa.

Matéria impressa no jornal Notisul,Nº 2.770, ANO 10, terça-feira, 1º de setembro de 2009.

terça-feira, setembro 01, 2009

Solidariedade - Faz bem fazer o bem

LAR DA MENINA PROCURA PADRINHOS


Com o tema “Dar quando nos pedem é ser generoso; dar antes que nos peçam é ser solidário”, crianças aguardam doações.

Entidade lança projeto para arrecadação de doações debitadas na conta de energia


Tatiana Stock

Tubarão

O projeto Padrinho Solidário é uma iniciativa do Lar da Menina para incentivar a contribuição de pessoas físicas e jurídicas a apadrinharem as crianças que precisam de ajuda fora da entidade.
Segundo a diretora administrativa da instituição, Fabiana Soares da Silva, as doações serão revertidas em medicamentos, alimentação, roupas e produtos de
higiene para suprir as necessidades das famílias de baixa renda que possuem filhos na entidade. “Tem crianças que se mantêm muito bem aqui, mas passam por dificuldade em casa”, expõe a diretora.
Por isso, a ideia de criar um “padrinho”, que mensalmente ajude com o que puder para contribuir com o futuro de uma criança. A contribuição pode ser debitada diretamente da conta de energia. O valor é determinado pelo doador, a partir de R$ 1,00.
Segundo Fabiana, em média, uma criança gera o custo de R$ 300,00 por mês. “Mensalmente, recebemos R$ 9 mil da prefeitura de Tubarão e R$ 700,00 da prefeitura de Capivari de Baixo. Mas só na folha de pagamento temos um gasto de R$
23 mil”, informa. Segundo ela, a população faz boas ações, mas as doações precisam ser constantes. “Crianças estão sempre necessitando de algo. Existem meses que não temos como nos manter”, lamenta Fabiana.

AMOSTRA DE SUCESSO

A doméstica Deise da Silva Ribeiro (na foto em detalhe) colocou o seu filho, Juan Ribeiro Marcelo, 5 anos, no Lar da Menina. Conseguiu a vaga com o auxílio de uma assistente social e está muito feliz com o desempenho do filho. “Ele melhorou muito.
Está mais desinibido, não larga o caderno por nada”, conta a mãe.
Deise tem mais uma filha, de 2 anos, e fará o possível para que ela também possa estudar no Lar das Meninas.
Para a professora Marceli dos Anjos Antunes, é gratificante ver o
avanço das crianças. Qualquer criança pode estudar na instituição. As matrículas
são realizadas na escola e uma seleção é feita. Quem tem maior
necessidade tem prioridade.
O Lar da Meninas atende pelos telefones 3622-0894 e 3604-
0472.

A INSTITUIÇÃO

O lar da Menina é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos. Fundada pela
Diocese de Tubarão, e com o auxílio da Congregação das Irmãs Sacramentistas de Bérgamo (Itália), o espaço existe desde 1963, e conduz crianças e jovens, através da
educação, arte, princípios legais, humanos, católicos e
muito carinho.
Mantida pelo apoio de empresas e pessoas físicas, atende 310 crianças, de ambos
os sexos, entre 2 e 14 anos de idade. A instituição oferece todas as refeições, do café até o jantar, dependendo do tempo de permanência. São oferecidos programas de educação infantil, aulas suplementares, informática, dança, música e esportes.

Fotos: Tatiana Stock

Matéria capa do jornal Notisul, Nº2.768, ANO 10, sábado e domingo, 29 e 30 de agosto de 2009.

Saúde - Semana do peixe incentiva consumo saudável

EM BUSCA DE UMA DIETA EQUILIBRADA


Domingos vende peixes no Mercado Público há 40 anos. Ministério quer incentivar o consumo do pescado


O Brasil consome menos do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)


Tatiana Stock

Tubarão

Com mais de oito mil quilômetros de costa, o Brasil tem grande potencial para a produção de pescado. No entanto, o consumo por habitante gira em torno de sete quilos ao ano, mas o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são 12 quilos.
Exatamente por isso, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) lança,
na terça-feira (1º de setembro), a semana do peixe. O objetivo é justamente incentivar o consumo de pescado no país. A coordenadora do serviço de nutrição do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Daniela Nandi Bardini Jaques, indica o peixe pelo menos duas vezes por semana. “É uma carne magra, de boa qualidade e não tem colesterol. Principalmente os de água salgada, em virtude do ômega 3 e do ômega 6, benéficos ao coração”, explica.
Há 40 anos, Domingos Rodrigues vende peixes no Mercado Público de Tubarão. Para ele, a melhor época de se vender peixes já passou. “Hoje, com os vendedores na rua e com os grandes supermercados, fica difícil competir”, lamenta. Entre os mais vendidos no Mercado Público, estão a tainha, a anchova e a sardinha.
A doméstica Cláudia Camila de Oliveira é visitante assídua da banca de José Lopes
do Nascimento. “O peixe é um alimento leve, saudável e gostoso. Todos lá em casa
adoram”, garante Cláudia. O pescado também pode ser incluído na merenda escolar. A possibilidade agrada a gerente regional de educação em Tubarão, Teresa Cristina
Meneghel. “Temos muitos produtores de pescado no estado, com certeza, isso irá qualificar ainda mais o que muitas vezes é a única refeição de várias crianças. Porém, tem que ser bem preparado devido as espinhas”, alerta Cristina.

Foto: Tatiana Stock

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.769, ANO 10, segunda-feira, 31 de agosto de 2009.
"Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode, também, alcançar." 
William Clement Stone