terça-feira, outubro 13, 2009

Comunica Beach traz R$ 1 milhão de giro para a região


Jogos universitários de comunicação ultrapassa expectativa e movimenta a economia local igualando a alta temporada




Garopaba

Tatiana Stock

O Comunica Beach 2009, jogos universitários de comunicação trouxe sete mil pessoas à praia da Ferrugem, em Garopaba. Gerando 85 % de lotação nas pousadas da região e movimentando cerca de R$ 1 milhão de reais durante os dias 10, 11 e 12 de outubro.
Ao todo 240 empregos temporários foram gerados. O projeto inicial do evento aguardava mil pessoas, cerca de 30 ônibus. O sucesso foi tanto, que 72 ônibus de diferentes cidades dos três estados do sul do país participaram. O número ultrapassou seis vezes o esperado.
A prefeitura entrou em parceria fornecendo funcionários, auxiliando na alimentação e hospedagem da organização e fornecendo atendimento médico, com uma ambulância de prontidão durante todo o feriado.

Opinião




Além do ganho para os empresários locais que se assemelhou aos dias de carnaval, os universitários apoiaram a escolha da Ferrugem como sede. “O local é maravilhoso e a organização está de parabéns”, conclui a estudante de comunicação institucional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Gabrielle Luffitte. Para ela, encontros como esse, além de divertir promovem um boa relação para o futuro profissional.

Comunica Beach




Praia, esportes, comunicação e muita festa. Esse foi o clima do segundo ano dos jogos universitários de comunicação social Comunica Beach 2009. Diferente do ano anterior, todo o sul brasileiro esteve presente, representado por diferentes universidades.
“Em três meses organizamos tudo. No primeiro mês vendemos mais de 1.200 pacotes. Ao todo conseguimos 2.500 inscritos, fora os amigos de outros cursos, que chegaram a 3.600”, informou um dos organizadores, o estudante de direito da PUC PR, Bruno Miguel Perotti.
A estrutura contou com arenas esportivas, arquibancada, praça de alimentação e o apoio da polícia militar e do corpo de bombeiros. Para não ter transtorno no transito na praia, foram organizados comboios de ônibus.



Os jogos




Com início às 10h, as competições foram divididas em três modalidades, vôlei, futebol e surfe, para ambos os sexos. Além de uma gincana que mesclou provas culturais e esportivas. “Adorei participar da gincana. As provas foram super criativas”, conta o estudante de jornalismo da Unisul, Ioton Pereira Neto.




Atrações

Fora as festas durante o dia, na areia, as noites foram muito bem embaladas, com eventos de consumação livre. Com direito a DJ Iza Macedo, Banda Kaduká, Show do Dazaranha e outros.

Comércio informal





A artesã, Linon Albano teve um stand durante o evento. As vendas foram tão boas, que pretende retornar no próximo ano. “O público se identificou bastante com os artigos de patchwork”, alegra-se.

Contras

Mesmo com o sucesso no evento, Bruno explica que por ser independente e com logística própria, foi difícil conseguir apoio de empresários da região. “Como fizemos tudo sem patrocínio, só com apoios e empréstimos de itens, foi muito complicado garantir a estrutura de hospedagem e transporte para os participantes”, enfatiza.



Números



Ao todo foram consumidos mais de 540 mil litros de cerveja nos três dias de evento. Em publicidade, foram distribuídos cerca de 80 mil flyers nas principais universidades do sul do Brasil.





Fotos: Tatiana Stock

Matéria impressa na capa do jornal Popular Catarinense, ano 8, nº 1012, terça-feira, 13 de outubro de 2009.

Proteção ambiental e desenvolvimento econômico de mãos dadas

Meio Ambiente



O monitoramento de baleias Franca além de contribuir para o estudo da espécie prova que homem pode evoluir sem prejudicar o ecossistema






Imbituba

Tatiana Stock



O monitoramento de cetáceos imposto ao Porto de Imbituba pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para que as atividades não prejudique a reprodução das baleias Franca está funcionando em harmonia com a retomada total das atividades portuárias.
Com a paralisação exigida pelo ICMBio, muitos funcionários foram demitidos, mas agora, três meses após a primeira paralisação, meio ambiente e economia estão lado a lado.
O funcionário que trabalha na montagem do bate-estaca Rodrigo Machado explicou que durante o período de estagnação das máquinas muitos colegas perderam seus empregos por falta de trabalho. “A maioria do pessoal que conheço foi mandado embora. No início foi difícil, mas agora entendo que de forma consciente sem agredir a natureza é muito melhor”, anlisa. Desde a implantação do sistema de monitoramento, Rodrigo é encarregado de transportar o equipamento e hastear as bandeiras de aviso em caso de avistar alguma baleia.

Como funciona o sistema

Para o monitoramento foram estipulados três áreas prioritárias de monitoramento, onde equipes de biólogos acompanham durante o horário de funcionamento do porto a movimentação das baleias. A principal região, é a do morro do costão do porto, logo depois, o morro do farol, no bairro Vila Nova Alvorada e a terceira, na praia da Ribanceira. Em torno do porto existe também os avisos com bandeiras. Cada cor determina a distância dos cetáceos em relação ao bate-estacas. A bandeira verde - sobreaviso um (de 3 a 4 km), bandeira amarela (de 2 a 3 km) e na cor vermelha, área de segurança (com até 2km).
De acordo com a técnica de meio ambiente e responsável pelos avisos de bandeiras Alura Trindade Camargo, cada estaca leva de meia hora a uma hora e meia para ser cravada, por isso a importância da precisão das informações. “Tudo depende da distancia, se parar eles perdem a estaca”, acrescenta Alura.




Baleias

Na última sexta-feira (9), foi avistado o maior número de cetáceos, 26 entre fêmeas e filhotes.
A gerente de campo do projeto baleia Franca, Audrey Amorim Corrêa informou que poucos cetáceos entraram na área de segurança desde o início do monitoramento. “Desde o retorno as atividades não foi necessário parar o bate-estaca nenhuma vez”, comentou.
A temporada de reprodução das baleias Franca segue até 30 de novembro. “Por ser uma espécie ameaçada de extinção, o monitoramento é de extrema necessidade e importância. Isso porque analisa o deslocamento, o número e o comportamento dos animais, desde o trajeto realizado pelo grupo ao intervalo respiratório”, explicou Audrey.
Ao final dos quatro meses de trabalho em campo, a equipe pretende ter mais informações sobre a espécie. “Percebemos que a praia da Ribanceira e Ibiraquera, são os berçários prediletos, com maior concentração de baleias”, analisa Audrey.
O programa foi proposto pela administração do porto, com uma metodologia desenvolvida pelo projeto baleia Franca, com coordenação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA) e o Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA), ambos órgãos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além do apoio da Companhia Docas de Imbituba, Tecon Imbituba e a construtora Andrade Gutierrez.




Histórico
O Porto de Imbituba paralisou as obras de recuperação dos molhes, ampliação do cais e dragagem em 8 de julho, logo depois, em 13 de agosto foi embargo pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Só um mês depois foi liberado a continuidade de todas as atividades desenvolvidas, mas só em nove de outubro que o Porto de Imbituba retomou 100% das atividades.

Fotos: Tatiana Stock

Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ano 8, nº 1012, terça-feira, 13 de outubro de 2009.







A trajetória de um artista

O músico e compositor imbitubense Jorge Coelho agora estréia na literatura, com o livro
“Triângulo das Bernunças”


As frases do terminal de ônibus de Imbituba são de autoria dele



Tatiana Stock

O artista autodidata e apaixonado pela raiz tupiniquim, Jorge Coelho, já passou uma temporada fora do país em nome da arte. Ele que adora rir de si mesmo e valoriza as coisas simples, teve uma de suas músicas na MTV, fez trilha sonora de filme e agora encara o lado escritor.
Com três discos gravados e um no aguardo de patrocínio, o músico, compositor, engenheiro e surfista Jorge Coelho, em uma conversa descontraída fala sobre seu mais novo trabalho.

B.E. Em todos seus discos fica visível seu amor pelo estado. Você acredita que o brasileiro valoriza a sua terra?

Tenho amor pelas nossas raízes. Estas não têm fronteiras, vem dos nossos índios e dos Açores. Nossa cultura é uma rica mistura de raças, costumes e crenças. Por que eu não usaria isto como expressão artística e literária? O povo brasileiro valoriza a sua terra. Gosta de obras que falem da sua vida, do seu cotidiano.

B.E. “Paixão Açoriana", "Zimba" e “Farol dos náufragos” não são todos os seus trabalhos na música. Cite outros.

Tenho um projeto pronto intitulado “Santaterra” que só não foi gravado por falta de apoio. Em 2007 gravei um CD em Portugal, a convite do Governo dos Açores, e que faz parte de um livro chamado “Construir Cultura”. Brevemente deve ser lançado no Brasil.

B.E. No seu livro “Triângulo das Bernunças”, você retrata sua vida e experiências em forma de crônicas. De onde surgiu essa idéia?

Eu não queria fazer um livro cansativo, preocupado em focalizar passo a passo a minha trajetória de vida. Preferi, ao invés disto, contar “causos” que vivenciei e ouvi e que me trouxeram muita emoção e gargalhada.

B.E. Para que público você indicaria seu livro?

Ao público adulto. Mas que leia com olhar de criança travessa. Nada ali é pra ser levado tão a sério.

B.E. Com trabalhos marcados pela diversidade rítmica e poesia, inspirada no cotidiano e na história, o livro segue essas características?

Com certeza! Quem gosta dos meus discos irá gostar do meu livro.

B.E. Você gosta de trabalhar com a mescla de diferentes artes?

Sim. Um dia ainda mergulho na arte do desenho. Tenho facilidade e gosto de desafios.

B.E. Como classifica a música popular hoje?

Se estiver falando dessas que tocam na maioria das rádios, prefiro não comentar.


B.E. No seu ponto de vista, na questão da arte, musical e bibliográfica. Como o Brasil está em relação a outros lugares do mundo?

A produção artística no Brasil é uma das melhores do mundo. Ah! Se a mídia entendesse isto e resolvesse tirá-la por inteiro do baú. Não tinha pra ninguém!

Plugue-se!
O lançamento do livro será às 20h, da próxima sexta-feira, no Praia Clube, em Imbituba (SC)
Para saber mais sobre o artista: http://www.jorgecoelho.com.br/

Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ano 8, nº 1011, sexta-feira 9 de outubro de 2009.

Bazar solidário auxiliará o HSC

Venda de produtos pode ser a solução para os três meses de atraso no pagamento de médicos





Imbituba


Tatiana Stock

A receita federal doou ao hospital São Camilo mercadorias apreendidas em Foz do Iguaçu (PR) no valor de R$ 385.988,00. Os itens serão colocados a venda para a população a partir desse sábado.

São diversos itens, para todos os gostos e bolsos. Desde brinquedos, colchas, artigos para casa, roupas, acessórios e eletrônicos. Os valores foram pré- estabelecidos pela receita federal e cada comprador deve atender as exigências estipuladas pela receita.

Para o dia das crianças, o bazar é uma ótima opção, além de brinquedos de última geração e preços acessíveis, a população contribui ao único hospital de Imbituba.

Essa é a terceira vez que a instituição recebe doações da receita federal. “Em 2007 e 2008 também recebemos a ajuda da receita, mas essa foi à melhor doação até agora”, diz a irmã Claudete.

De acordo com a irmã, os médicos estão com atraso no pagamento de mais de três meses, além da necessidade de manutenção de uma parte do telhado e de alguns equipamentos hospitalares. “O bazar não traz uma solução definitiva para as dificuldades enfrentadas, mas com certeza ajudará a quitar o pagamento do corpo clínico”, enfoca a irmã.

Administração

O Hospital São Camilo é uma instituição filantrópica, administrada pelas irmãs da Associação Beneditina da Divina Providência, que dirige desde 1978. Junto às irmãs, o hospital possui um conselho administrativo e apoio do Porto de Imbituba.

Mais formas de ajudar

Com a campanha: “Ajude o hospital São Camilo a continuar sendo o 1º socorro de Imbituba e região”, a entidade oferece uma rifa de um automóvel zero km com bilhetes vendidos a R$ 5,00. O sorteio será no dia 24 de dezembro, na missa da noite de natal, na casa paroquial da igreja matriz.

Programe-se:

Dia 10, 17 e dia 31 de outubro (dias de sábado).

Horários: 7 h (entrega de 160 senhas) e 7:30h (início das vendas).

Como funcionará: serão atendidas 10 pessoas a cada meia hora.

Quem pode comprar: somente pessoas físicas, com documento de identificação (RG ou CPF). O máximo permitido de compra é R$ 700,00 (setecentos reais) por pessoa.

Local: Pela Rua São Camilo, portão próximo ao Necrotério.

Forma de pagamento: a vista e em dinheiro. Não será aceito cheque.

Enquete sobre o hospital no blog: WWW.penadigital.blogspot.com
Foto: Tatiana Stock
Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ano 8, nº 1011, sexta-feira, 9 de outubro de 2009.

Empresa traz mais de 30 empregos a Paulo Lopes

ECONOMIA


Mais uma empresa aposta na Lei de incentivos econômicos e fiscais e se instala na área industrial

Imbituba


Tatiana Stock

Mais uma fábrica se instala em Paulo Lopes e promete gerar empregos a população local. Com o contrato de concessão de uso de terras e a abertura para que empresários invistam na cidade, a economia cresce positivamente.
A Akesse piscinas é a segunda empresa a fazer parte da área industrial de
Paulo Lopes. Só vende por atacado e está há 40 anos no mercado. Com fábricas no Rio Grande do Norte, Goiás e Uruguai, transferiu a filial de Taquara (RS) para Paulo Lopes.
O gerente da fábrica Cláudio Segre, explicou que o incentivo foi o ponto positivo para motivar a mudança de estado. “No RS o imposto é alto e o custo para produção, maior ainda. Com os incentivos locais ficou atrativo”, justifica Cláudio.
O prefeito de Paulo Lopes, Evandro João dos Santos concordou que além dos incentivos do município, as obras de duplicação da BR-101 têm contribuído para que empresas invistam na cidade. “Estávamos perdendo muitas pessoas por falta de emprego. Com esse incentivo, as empresas se comprometem em gerar novas oportunidades para a cidade, mantendo os trabalhadores locais aqui”, expõe o prefeito.
Geração de empregos
Por enquanto, 12 funcionários estão na empresa, mas nas próximas três semanas o quadro será aumentado. “Vamos selecionar 20 novos trabalhadores. A previsão é contratar ao todo 35 até o fim do ano”, enfatiza o gerente, que diz possuir 50 piscinas prontas para serem entregues.
Preocupação com o meio ambiente
“Toda a sobra de resina e o material utilizado na fabricação das piscinas é moído e reaproveitado”, assegura Cláudio. A marca atende todo o Brasil, Paraguai e Argentina. A empresa instalada na cidade distribuirá suas piscinas por todo o sul do país, além de atender também São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Futuros investidores
Mais duas empresas estão sendo estudadas para participar do incentivo e gerar mais empregos a cidade. A primeira voltada ao setor alimentício e a outra a distribuição de produtos.
O secretário de administração de Paulo Lopes, Zenon Borges apresentou o mapa da área industrial do município. “São 18 lotes de aproximadamente meio hectare cada”, aponta Zenon.



O que diz a lei


                    Conforme estipulado no contrato de concessão de uso de terras e na lei municipal nº 1243, a cidade oferece incentivos econômicos e fiscais a empresas novas ou já estabelecidas que pretendem explorar ou ampliar atividades de indústria, comércio, agroindústria e serviços. “As empresas permanecem dez anos sem pagar impostos municipais. As cobranças federais se mantêm”, reforça Zenon.



Fotos: Tatiana Stock
Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ano 8, sexta-feira, 9 de outubro de 2009.

"Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode, também, alcançar." 
William Clement Stone