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sexta-feira, setembro 25, 2009

combate à violência e à exploração sexual infantojuvenil





Ontem foi o dia de combate à violência e à exploração sexual infantojuvenil



O que é?

Violência sexual infantojuvenil é qualquer ato de natureza sexual praticado contra criança e adolescente, seja pela força, ameaça, contra sua vontade ou mesmo com o consentimento deles.


Como ocorre?

De duas formas: abuso sexual e exploração sexual

Abuso sexual é a utilização de criança ou adolescente, por um adulto ou mesmo por um adolescente, para a prática de qualquer ato de natureza sexual.

Exploração sexual caracteriza-se pela utilização sexual de crianças e de adolescentes, com a intenção do lucro ou da troca, seja financeira ou de qualquer outra espécie em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

Como agir quando criança e ou adolescente são vítimas de violência sexual:


Não critique nem duvide que ele/ela esteja falando a verdade;

Incentive a criança ou adolescente a falar sobre o ocorrido, mas não os obrigue;

Fale sempre em ambiente isolado para que a conversa não sofra interrupções;

Evite tratar do assunto com aqueles que não poderão auxiliar;

Denuncie e procure ajuda profissional;

Converse de um jeito simples e claro para que a criança e/ou adolescente entendam o que você está querendo dizer;
Não as trate com piedade e sim com compreensão;

Nunca desconsidere os sentimentos da criança e ou/ do adolescente;

Esclareça à criança e /ou ao adolescente que a culpa não é dela/dele.


Mito


O abusador sexual é um psicopata, um tarado que todos reconhecem na rua, um homem mais velho.

Realidade

Na maioria das vezes, são pessoas aparentemente normais e queridas pelas crianças e pelos adolescentes.

Mito

O pedófilo tem características próprias que o identifiquem

Realidade

Do ponto de vista da aparência física, o pedófilo pode ser qualquer pessoa

Mito

É impossível prevenir o abuso sexual de crianças e adolescentes

Realidade

Há maneiras práticas e objetivas de proteger as crianças e os adolescentes do abuso sexual

Mito

O abuso sexual, na maioria dos casos, ocorre longe da casa da criança e /ou do adolescente

Realidade

O agressor sexual tem inteira responsabilidade pela violência sexual, qualquer que seja a forma por ele assumida

Mito

O abuso sexual se limita ao estupro

Realidade

Além do ato sexual com penetração, outros atos são considerados abuso sexual, como o manipulação de órgãos sexuais, a pornografia e o exibicionismo.

Mito

É fácil identificar o abuso sexual em razão das evidências físicas encontradas nas vítimas.
A deputada e presidente da comissão de direitos e garantias fundamentais e de amparo à família e à mulher, Ana Paula Lima (PT) emocionou a tribuna da Assembleia Legislativa de SC. Durante seu discurso falou sobre os abusos sexuais cometidos contra crianças e adolescentes no estado. “Esses crimes acontecem, na maioria das vezes, dentro de casa. Essas crianças e adolescentes, que são o nosso futuro, estão desprotegidas”, lamentou Ana Paula. Na opinião da parlamentar, o poder executivo precisa “dar o exemplo” e assinar o plano estadual pelo fim da violência e exploração sexual infanto-juvenil, amplamente debatido e elaborado por entidades da sociedade civil.

As denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone, através do número 100.

quarta-feira, setembro 23, 2009

APAE PROMOVE TERAPIA ALTERNATIVA



Equoterapia | Utilização de animais em tratamentos


Método terapêutico educacional desenvolve o bio-psico-social da criança
com o auxílio da natureza


Tatiana Stock
Gravatal


Como uma alternativa para o tratamento de portadores de todo tipo de deficiência ou
necessidade especial, a Apae Novo Horizonte de Gravatal inseriu a equoterapia no dia-
a-dia de 20 de seus pacientes e o resultado é positivo.
A equoterapia é uma combinação de métodos terapêuticos e educacionais com a
introdução de animais e novos ambientes. “Começamos há pouco tempo, por enquanto
utilizamos dois cavalos e um burro. Pratica-se os mesmos exercícios da clínica de uma forma criativa, lúdica e mais rápida porque exige uma participação de todo o corpo, músculos e articulações”, explica o fisioterapeuta Christian Prudêncio da Silva,
natural de Lages. A proposta do trabalho trazida pelo fisioterapeuta da época de faculdade e adaptada à realidade de Gravatal propõe auxiliar na melhora de todos os aspectos das crianças portadoras de deficiência e necessidades especiais. O contato com a natureza ocorre em um haras da cidade, que dispôs um espaço especialmente para a Apae. Um automóvel leva e busca as crianças, professores
e profissionais.
Segundo Christian, as crianças agitadas acalmam-se, interagem mais com o meio e ficam muito felizes. “Alguns não conseguem subir nos animais, mas interagem puxando o cavalo, passeando de carroça ou simplesmente entrando em contato com a
natureza”, observa.
Em primeiro lugar, é realizada uma triagem e, a partir daí, é seguido um circuito.
“Andar a cavalo, como forma terapêutica, busca o equilíbrio e o controle do troco”,
explica Christian, que pretende expandir o trabalho à comunidade, para que a população possa contribuir com doações de alimentos e auxiliar a entidade.

Matéria impressa no jornal Notisul, ano 10, nº2.786, 19 e 20 de setembro de 2009.

terça-feira, setembro 15, 2009

AJUDA PARA PROLONGAR VIDAS


Maria Teresinha dos Anjos Rodrigues, 59 anos, está em tratamento desde 2000 e apóia a Satira

Saúde - Instituição procura doações
Na Amurel, 117 pacientes de hemodiálise fazem parte da Satira


Tatiana Stock
Tubarão


Geralmente, pessoas que passam por grandes dificuldades têm uma visão diferente do mundo. Principalmente se a questão
for perder a chance de viver. Com o intuito de ajudar pacientes de hemodiálise, foi criada a Sociedade Amigos Transplantados e Insuficientes Renais da Amurel (Satira), há cinco anos. A entidade filantrópica trabalha com doações de
medicamentos de uso contínuo, empréstimo de cadeiras de rodas, ajuda de custo em caso de viagem para transplante, auxílio em exames e transporte aos pacientes para a hemodiálise.
Um dos idealizadores, o presidente da associação Edson Neves Fulaneto, faz hemodiálise há seis anos e vê a Satira como uma ajuda a muitas pessoas sem condições. “A Satira existe para que os pacientes tenham uma melhor qualidade de vida”, explica.
Edson já tirou um rim e passou por várias cirurgias.
Tem esposa e filho e diz que, mesmo depois de tantas operações, não se considera uma pessoa doente. “Quando vemos que existem pacientes piores que a gente, damos mais
valor”, ensina.
A entidade abrange todos os municípios da Amurel e, três vezes por semana, os pacientes passam pelas sessões de hemodiálise em Tubarão, cada uma dura em torno de quatro horas.
Tubarão e Capivari de Baixo são as cidades que mais precisam de ajuda em termos de transporte.
“Estamos aguardando uma resposta da Tractebel para uma Ducato”, conta Edson.
A lagunense Ligia de Souza, 68 anos, está em tratamento há um ano. Ela está na fila de transplante e, quando soube da existência da Satira, ficou muito feliz. “Com
o transporte para a hemodiálise, tudo fica mais fácil”, analisa.

Contato


Os membros da Satira reúnem-se uma vez por mês, na rua Maria de Nazaré, no
bairro Vila dos Ferroviários. Contato pelos telefones: (48)9901-5940 e 3626-9083.


A importância do tratamento

O médico Alfredo Maia, da clínica Geral de Doenças Renais e Hemodiálise, informa
que problemas renais não têm idade e, devido ao rim funcionar até com 10% de sua capacidade, muitas pessoas só percebem quando já estão em situação de hemodiálise. “Na Europa, doentes vão todos os dias para a hemodiálise. Aqui no Brasil, são só três vezes por semana, por isso a importância da ajuda da Satira para que os pacientes estejam presentes nas sessões e prolonguem o seu tempo de vida”, avalia o médico.

Pacientes da hemodiálise na Amurel
Cidade Pacientes
Tubarão 39
Laguna 22
Capivari 16
Gravatal 5
Braço do Norte 3
Sangão 5
Jaguaruna 6
Imbituba 6
Treze de Maio 2
São Ludjero 1
Grão Pará 2
Imaruí 4
Armazem 4
São Martinho 1
Pedras Grandes 1
Total 117



Foto: Cristian Medeiros

Matéria impressa no Notisul, nº2.780, ANO 10, sábado e domingo,12 e 13 de setembro de 2009

quarta-feira, setembro 09, 2009

Panorama da tuberculose na Amurel



A coordenadora da 20ª regional de saúde de Tubarão, Kallinka Mattos Gomes, alerta sobre os cuidados para se evitar a doença


Saúde – Ações de controle estão sendo eficazes


Na contramão do registrado pelo Ministério da Saúde, Amurel mostra que os números continuam os mesmos


Tatiana Stock

Tubarão

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, realizado no dia 31 de agosto deste ano, sobre a incidência de novos casos de tuberculose, houve queda da doença no Brasil. Municípios da região sul de Santa Catarina não seguem o balanço geral do país.
O país que passou de 51,44 em cada grupo de 100 mil habitantes, em 1999, para 37,12, em 2008. Esse dado, apresenta uma redução de 27,58% em 10 anos. Em números absolutos, o Brasil registrou 82.934 novos casos no final da década passada, contra 70.379 no ano passado.
Mesmo assim, a região da Amurel não se enquadra ao quadro nacional. "Os números estão se mantendo. Temos algumas variações mas no geral continuamos na mesma", explica a gerente da 19º regional de saúde, Raquel Ribeiro Bittencourt.
De acordo com dados da 20ª regional de saúde de Tubarão, em toda a Amurel, nos últimos oito anos, os casos chegaram a 481. Desses, 347 do sexo masculino e 134 feminino. Em Tubarão, a partir do o início de janeiro de 2001 a até a última sexta-feira de 2009, registrou 290 casos de tuberculose, sendo 212 homens e 78 mulheres.
A enfermeira aponta as cidades de Laguna e Imbituba com os mais altos números de incidência de tuberculose. "Em virtude de programas mais fortes nessas cidades, a procura e a pesquisa são maiores na região. Isso mostra que as ações de controle estão sendo eficazes", evidencia Raquel.
Raquel enfatiza também que Imbituba por ser uma cidade portuária e com elevado índice de HIV, o número de casos aumenta. Isso porque pessoas com Aids são mais vulneráveis a doença (30 por cento).
"Para evitar a tuberculose, deve-se vacinar as crianças, alimentar-se bem e arejar a casa", alerta a coordenadora da 20ª regional de saúde de Tubarão, Kallinka Mattos Gomes.


Sobre a Tuberculose


Doença causada pelo bacilo de Koch, que afeta vários órgãos do corpo, principalmente os pulmões. É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.



4ª causa de mortes por doenças infecciosas no país é de tuberculose, a 1ª é em pacientes com Aids



Foto: Cristian Medeiros


Matéria capa do jornal Notisul, Nº 2.777, ANO 10, quarta-feira, 9 de setembro de 2009.

domingo, setembro 06, 2009

HAJA NARIZ!

SITUAÇÃO DE CALAMIDADE


“Não. Um dia, eu estava apertada, mas, quando cheguei à porta, não tive coragem de entrar”.

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A câmara de vereadores de Tubarão fez requerimento para vistoria de banheiro público



Tatiana Stock


Tubarão

A limpeza de espaços públicos é imprescindível para manter a saúde. Porém, há locais onde é visível a falta de higiene. O vereador Ivo Stapazzol (PMDB) chamou a atenção da prefeitura para uma situação calamitosa: o banheiro público do terminal urbano de Tubarão. A responsabilidade da limpeza do local é da prefeitura. O diretor da Vigilância Sanitária, Elias Antônio Gonçalves, admite o problema e ele mesmo ficou horrorizado quando foi constatar, in loco, o fato, na manhã de sexta-feira (4).
“Estava tudo muito sujo e não encontrei ninguém responsável pela limpeza”, constatou.
Por conta da precariedade higiênica e das péssimas condições do local para utilização, Elias promete que uma inspeção será feita terça-feira (8).
O diretor alerta que banheiros, sejam públicos ou em estabelecimentos comerciais,
devem primar pela adequada higienização.
Questionado se caso o problema fosse constatado em um estabelecimento comercial, Elias é enfático na resposta: “Seria interditado!”.

OPINIÃO DA POPULAÇÃO

Você tem coragem de usar o banheiro público do terminal
urbano de Tubarão?


“Às vezes. Mas não me agrada a ideia. De vez em quando, vejo o guarda limpar, mas
não é o bastante”.


José Machado, aposentado.



Albertina Albino da Silva, doméstica.

“Não tem outra opção no centro da cidade. As torneiras nunca funcionam e o cheiro é
insuportável”.


Adilton Borges, vigilante.


Fotos: Cristian Medeiros


Matéria impressa na capa do jornal Notisul, Nº 2.774, ANO 10, 5 e 6 de setembro de 2009.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Saúde - Os perigos da falta de higiene

Equipamentos de uso coletivo são focos de risco





Por ano três mil estabelecimentos são inspecionados pela vigilância sanitária de Tubarão e a proposta para 2010 é ampliar para 20 mil


Tatiana Stock



Tubarão


A higiene é o cuidado básico para se ter uma vida saudável. Com o aparecimento da pandemia da gripe A, a população se tornou mais alerta em relação aos cuidados necessários. Mas não é só a nova gripe que se evita cuidando de si mesmo. Os vírus e bactérias estão espalhados por todos os cantos e por isso, a atenção deve ser redobrada.
São inúmeros os locais de uso coletivo que a população tem contato diariamente. A barra dos ônibus circulares, o carrinho de supermercado e a bandeja do selve-serve são alguns dos exemplos.
"O mais indicado é lavar as mãos na entrada e na saída de casa e durante o trajeto, no caso de compras em supermercados ou período dentro do ônibus, evitar colocar a mão na boca", ensina a infectologista Eletania Esteves de Almeida.
O coordenador da vigilância sanitária de Tubarão Elias Antônio Gonçalves, esclarece que todos os estabelecimentos são indicados a esterilizar diariamente todos os locais de contato com o público.
"O mais certo seria esterilizar na vista do consumidor, principalmente a mesa de restaurantes e bandejas onde tem o contato com talheres", enfoca.
Por ano três mil estabelecimentos são inspecionados na cidade e que a proposta da vigilância sanitária de Tubarão para 2010 é ampliar para 20 mil inspeções. Segundo Elias, os locais onde se encontra o maior número de irregularidades são os açougues. "As carnes clandestinas e o transporte inadequado são os casos que mais comprometem a saúde", informa. O coordenador orienta que o consumidor deve se ater ao selo de procedência dos alimentos e reclamar quando perceber alguma irregularidade.


Se detectada infração em relação à limpeza, a empresa tem um prazo para se adequar, se não resolver, pode receber multa e até a proibição de continuar aberta



Em caso de dúvida ou reclamação a respeito de algum estabelecimento, entre em contato com a vigilância sanitária de Tubarão pelo telefone: 3626-9781, ou por e-mail: vigilancia@tubarao.sc.gov.br



ÁLCOOL

"O álcool é utilizado para higienização e não para a limpeza, e só pode ser utilizado quando as mãos estiverem limpas", enfatiza a infectologista Eletania Esteves de Almeida.

LITORAL

Objetos de metal têm maior propensão à ferrugem em cidades litorâneas, por isso, após contato com objetos de ferro deve-se lavar bem as mãos.

Foto: Cristian Medeiros


Matéria capa do jornal Notisul, Nº 2.772, ANO 10, quinta-feira, 3 de setembro de 2009.

terça-feira, setembro 01, 2009

Saúde - Semana do peixe incentiva consumo saudável

EM BUSCA DE UMA DIETA EQUILIBRADA


Domingos vende peixes no Mercado Público há 40 anos. Ministério quer incentivar o consumo do pescado


O Brasil consome menos do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS)


Tatiana Stock

Tubarão

Com mais de oito mil quilômetros de costa, o Brasil tem grande potencial para a produção de pescado. No entanto, o consumo por habitante gira em torno de sete quilos ao ano, mas o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são 12 quilos.
Exatamente por isso, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) lança,
na terça-feira (1º de setembro), a semana do peixe. O objetivo é justamente incentivar o consumo de pescado no país. A coordenadora do serviço de nutrição do Hospital Nossa Senhora da Conceição, Daniela Nandi Bardini Jaques, indica o peixe pelo menos duas vezes por semana. “É uma carne magra, de boa qualidade e não tem colesterol. Principalmente os de água salgada, em virtude do ômega 3 e do ômega 6, benéficos ao coração”, explica.
Há 40 anos, Domingos Rodrigues vende peixes no Mercado Público de Tubarão. Para ele, a melhor época de se vender peixes já passou. “Hoje, com os vendedores na rua e com os grandes supermercados, fica difícil competir”, lamenta. Entre os mais vendidos no Mercado Público, estão a tainha, a anchova e a sardinha.
A doméstica Cláudia Camila de Oliveira é visitante assídua da banca de José Lopes
do Nascimento. “O peixe é um alimento leve, saudável e gostoso. Todos lá em casa
adoram”, garante Cláudia. O pescado também pode ser incluído na merenda escolar. A possibilidade agrada a gerente regional de educação em Tubarão, Teresa Cristina
Meneghel. “Temos muitos produtores de pescado no estado, com certeza, isso irá qualificar ainda mais o que muitas vezes é a única refeição de várias crianças. Porém, tem que ser bem preparado devido as espinhas”, alerta Cristina.

Foto: Tatiana Stock

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.769, ANO 10, segunda-feira, 31 de agosto de 2009.

segunda-feira, agosto 24, 2009

"EU PASSEI PELA GRIPE A"

“Foi como qualquer outra gripe”



"O segredo é respeitar os ciclos,ficar em casa, tomar remédio e manter a higiene”, explica Marina

A assistente de recursos humanos Marina Panseira Figueiredo Roussenq, 26 anos, adquiriu o vírus da nova gripe em uma viagem a Buenos Aires, na Argentina, durante o feriado de Corpus Christi. Ela foi o primeira caso confirmado da Influenza A em Tubarão e na Amurel. Recuperada, agora é
Marina quem leva informação aqueles que ainda tratam os outros com preconceito. Por isso, mostrar o rosto e contar o houve é atitude de mérito. “Na Argentina tinham muitos casos naquela época (junho) e a preocupação era maior. No aeroporto respondemos a uma lista de perguntas. Lembro que voltamos no domingo e já na
terça-feira seguinte ela começou a apresentar os sintomas”,lembra o marido Jean Marcel Rousseng.
Como Marina era praticamente um caso raro em junho, conta que sentiu um certo despreparo no sistema de saúde para lidar com situações como a que ela estava. “Acredito que por ser novidade e também por não ter tanta informação na época, os profissionais não sabiam como proceder. Hoje, vejo que a cidade está preparada”, compara.
Quando saiu o resultado, duas semanas após o exame, Marina já estava curada. “Nem cheguei a tomar o tamiflú”, lembra. Mesmo assim, muitos de seus amigos e colegas
não levaram a sério sua melhora. Entre a família, Marina foi a única a desenvolver a doença. Os dois filhos e o marido, que também viajaram para a Argentina, não tiveram nada.
Marina trabalha em uma empresa com 300 funcionários e foi a única a adquirir o vírus. Ainda assim, não foi entre os colegas que sentiu maior preconceito, mas sim da escola dos filhos. “Fiquei de licença durante 15 dias. Senti-me discriminada,
principalmente na escola, com os meus filhos. Alguns pais me perguntavam porque eu estava circulando no colégio. Até boatos de que os meus filhos estavam gripados foram
feitos. Lamentável”, pontua Marina.



Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.754, ANO 10, quinta-feira, 13 de 2009.

Nova gripe - De olho no bolso


Hélida apresenta o álcool 70% com uma alternativa à versão gel. A tampa já vem com borrifador, o que facilita a utilização

Tubarão
Tatiana Stock


Nas farmácias de Tubarão, o produto mais vendido e procurado é o álcool gel. Devido a alta demanda, o valor subiu e em muitos estabelecimentos o produto tornou-se artigo raro.
“Não temos o álcool gel desde (a última) terça-feira. E as prateleiras continuarão vazias até a próxima semana. Isto porque conseguimos com outro fornecedor”, explica a atendente da farmácia Sprenger, no centro, Hélida Martins de Souza.
Como alternativa, Hélida sugere aos clientes o álcool 70% e um sabonete anti-séptico. “O preço do álcool em gel aumentou porque os fornecedores também elevaram o valor”, justifica.
Na farmácia Sprenger, por exemplo, o valor da versão gel oscila entre R$ 4,50 (120ml) e R$ 10,00 (250ml). Já o álcool 70% custa R$ 5,00 (500ml). “O poder de higienização é o mesmo”, garante a atendente.
Assim como álcool, luvas e máscaras também estão em falta,inclusive junto aos fornecedores destes produtos.

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.754, ANO 10, quinta-feira, 13 de agosto de 2009.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Nova gripe - Boa notícia para o sul de SC


Dos 150 pacientes que procuram o centro de triagem em Tubarão por dia, menos de 10%necessitam de tratamento específico para a nova gripe



Tubarão
Tatiana Stock

Em Santa Catarina, Tubarão é vista como sinônimo da nova gripe. A maioria das informações, no entanto, são alarme falso. Dos pacientes que procuram a clínica de referência Humaitá, onde foi instalado o centro de referência, apenas 10% necessita de tratamento por conta de sintomas gripais, que podem ser o da nova gripe.O medo da doença, fez todo o sistema de saúde ficar superlotado, principalmente as emergências dos hospitais. Agora, com o centro de triagem, o quadro mudou.
Segundo dados do secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, no ano passado, de 8 a 11 de agosto, o Hospital Nossa Senhora da Conceição
(HNSC) atendeu 663 pacientes. Neste ano, no mesmo período, o número de procedimento caiu para 646.
Isso confirma a eficácia do centro de triagem. Desta forma, os profissionais
do HNSC podem atender os casos suspeitos de gripe e ainda outros pacientes que procuram o setor, mais rapidamente.
“Dos 186 pacientes atendidos no centro de triagem nesta terça-feira, somente sete
necessitaram do tamiflú”, coloca o secretário. A maioria dos paciente têm sintomas simples como coriza, tosse e mal estar, que podem ser tratadas com anti-térmicos.Roger explica que somente a partir da próxima semana é que poderá ser observado se houve, ou não, diminuição no atendimento no centro de triagem. Por ora, uma média de 150 pessoas por dia são atendidas no local. Ontem, por exemplo, foram 125 pacientes. Destes,12 foram notificados como suspeitos da nova Influenza e são tratados com o tamiflú. O secretário avalia que em aproximadamente em duas semanas a cidade deverá voltar a rotina normal. “Até lá, as medidas de higienização devem ser adotada e as pessoas devem evitar locais com aglomeração de pessoas”, sugere Roger.



3 é o número de mortes registradas somente
ontem, na Amurel. Um caso ocorreu em Laguna(uma mulher de 29 anos) e os outros dois em Tubarão: uma mulher de 33 anos e um senhor de 85, de Florianópolis. Ele veio transferido no começo da semana porque na capital não há mais leitos. Todos morreram
por doença respiratória com suspeita de agravamento pela contaminação com vírus A(H1N1).


12
é o número total de mortes ocorridas na Amurel por suspeita de gripe A. Sete pessoas são de Tubarão, entre as quais a gestante Noemi Souza Martins Cascaes, 22, o único caso de óbito por nova gripe confirmado em Tubarão e na região. Um outro caso é o do idoso de Florianópolis, falecido ontem no HNSC. Os outras são de Laguna (três) e Imbituba (um).

316 é o número total de pessoas
que tiveram algum tipo de sintoma relacionado com a nova gripe em Tubarão e precisaram fazer o exame laboratorial para confirmar ou descartar o vírus A(H1N1). Destes, sabe-se o resultado de dez casos: seis são positivos e quatro negativos.




Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.754, ANO 10, quinta-feira, 13 de 2009.

segunda-feira, agosto 17, 2009

MÁSCARA

USAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO




Tubarão

Tatiana Stock

Desde maio, Tubarão enfrenta os problemas com a nova gripe. Neste tempo, o uso de máscaras começou a ser frequente, mas muitas pessoas ainda não sabem quem deve utilizar o equipamento.
O secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva,
explica que a máscara deve ser usada por quem apresenta sintomas de gripe, principalmente em ambientes fechados, onde o risco é maior. Porém, o uso da máscara
por pessoas sadias pode trazer grandes problemas.“É uma proteção, mas se o cidadão não apresenta sintomas de gripe, a chance de adquirir uma doença é maior, já que o
local coberto fica úmido e aquecido. Isso aumenta a proliferação de bactérias”, explica o secretário.
Nos postos de saúde e centro de triagem as máscaras são distribuídas gratuitamente,
mas somente para pessoas com sintomas gripais. A professora e enfermeira Laura Isabel
Guimarães Oppa (foto), utiliza a máscara descartável em locais públicos.
O hábito a fez passar por situações discriminatórias.“Quando estava na fila do
banco, percebi que muitas pessoas se distanciaram e outras saíram de perto. Isto
me fez sentir muito mal”, relata Laura.

Números da gripe A
Óbitos: seis em Tubarão e
duas em Laguna.
Notificações*:
Braço do Norte: 7 |
Capivari de Baixo: 48 |
Gravatal: 9 | Grão-Pará:
1 | Jaguaruna: 19 | São
Ludgero: 4 | Sangão: 7
| Pedras Grandes: 2 |
Rio Fortuna: 2 | Treze de
Maio: 1 | Tubarão: 283 |
Outros: 58*
* Total de pessoas que realizaram o exame de laboratório para descartar ou confirmar a gripe A.
** Pessoas de outras cidades que se consultaram na região.
Internados:
HNSC: 51 (dois adultos e duas crianças na UTI). Socimed: 22 (um na UTI).
Fonte: 20ª gerência de saúde em Tubarão.

Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.753, ANO 10, quarta-feira, 12 de agosto de 2009.

sexta-feira, agosto 14, 2009

H1N1 - Comerciantes mudam hábitos

ATITUDES QUE CONTRIBUEM PARA O FIM DO VÍRUS


O atendente da locadora Fox Vídeo, Diego Paes, na sua mais nova função: limpar os DVDs locados com álcool

Comerciantes de Tubarão estão mais conscientes quanto às ações preventivas


Tubarão

Tatiana Stock


Para evitar a nova gripe,a higiene é fundamental. Lavar as mãos várias vezes ao dia, utilizar o álcool para a esterilização e luvas descartáveis são medidas essenciais para tornar o vírus inativo. Os cidadãos que ainda não tinham parado para pensar nos perigos da nova gripe, começam a adotar novos hábitos e ajudam na
quebra da cadeia de proliferação
da doença.
O decreto assinado esta semana pelo prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini(PSDB), que restringe aglomerações em ambientes fechados, contribuiu para que os tubaronenses
ficassem mais conscientes. Na lan house O2, no Centro,as proprietárias aderiram às medidas de prevenção à nova gripe. Uma das proprietárias,Luciana Helena Freitas,
atua também na farmácia básica da prefeitura. Para ela,foi mais fácil compreender
a importância de mudar os hábitos e ensinar aos outros. “Lá aprendi como proceder. Por isso adotamos o álcool em gel e as luvas descartáveis na lan house”, explica.
“Assim que o cliente deixa a máquina, esterilizados o mouse, os computadores e as mesas com álcool”, emenda a sócia Adriana Borghezan. A servidora pública, Rafaela Duarte Fernandes, é cliente do espaço e concorda com as medidas adotadas.
O atendente da locadora Fox Vídeo, Diego Paes, também mudou seus hábitos.
Há uma semana, o dia-a-dia de serviço tem mais tarefas, entre elas, a limpeza
dos DVDs locados com álcool isopropílico e a utilização da versão gel para
higienizar as mãos.Tanto Diego quanto as proprietárias da lan house acreditam que os cidadãos estão mais atentos e procuram colaborar como podem para barrar a propagação
da gripe A.




Matéria impressa na capa do jornal Notisul, Nº 2.753, ANO 10, quarta-feira, 12 de agosto de 2009.

quinta-feira, agosto 13, 2009

Nova gripe

São mais de 280 casos suspeitos em Tubarão

Situação de emergência é decretada



Decreto proíbe atividades que geram aglomerações em ambientes fechados


Tubarão

Tatiana Stock


A
partir de hoje é proibida a ocorrência de qualquer atividade que gera aglomeração de pessoas, especialmente em ambientes fechados em Tubarão.
Boates, cinemas, festas,shows, missas e cultos religiosos,escolas e universidade ficarão fechadas por pelo menos 30 dias.
O decreto assinado ontem pelo prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) declaraa cidade em situação de emergência devido ao alto número de casos suspeitos da gripe A(H1N1). A “lei” valerá por 30 dias e pode ser anulada antes. Isto, porém, dependerá da diminuição dos casos.
Se a quantidade de registros continuar alta, Bertoncini poderá estender a validade do decreto. “Não queremos pânico. Prefiro pecar pelo excesso do que pela negligência. Esta decisão foi tomada a partir da análise de dados epidemiológicos
e é necessária para quebrarmos a corrente de transmissão do vírus”, justificou o prefeito.
Repartições públicas como o fórum e a própria prefeitura, terão apenas expediente
interno.O decreto não restringe a abertura de lojas, supermercados,shopping e industrias da cidade.


Cerca de 150 pessoas, entre prefeitos, secretários e profissionais de saúde do sul de Santa Catarina reuniram-se ontem, em Tubarão, para avaliar o impacto da nova gripe e seguir as orientações do estado

Cada município fará seu quadro de restrição


As medidas que serão adotadas daqui para frente pelo estado,a fim de combater e controlar a proliferação do vírus A (H1N1)foram anunciadas ontem à tarde,em um encontro macrorregional,na Unisul, em Tubarão. O secretário estadual de saúde, Eduardo Cheren, admitiu que a situação de Santa Catarina em relação apandemia da nova gripe inspira mais que preocupações.
“Esta nova configuração nos faz anunciar medidas impopulares, mas são de extrema necessidade”, salientou. Cheren também anunciou que o estado auxiliará as cidades com os gastos extras por conta da nova gripe. O secretário sugeriu que os gestores municipais, cujas cidades estão com problema acima da média com a gripe A, adotem medidas como as admitidas em Tubarão. Cheren indicou também que haja restrição em visitas em presídios,hospitais, orfanatos e asilos.
Ele também recomendou que todos os municípios criem centros de triagem para a separação dos doentes.

CASOS SUSPEITOS

Na região sul de Santa Catarina, o quadro epidemiológico
mais grave é em Tubarão. A cidade apresenta o mais alto
índice de doentes suspeitos por conta da nova gripe. Até
ontem, a gerência regional de saúde em Tubarão registrou
286 notificações de suspeitos da Influenza A. Deste total,
234 pessoas são da cidade e 52 de municípios vizinhos.


ÓBITOS

A Influenza comum leva 36 mil catarinense para os leitos
de hospitais por ano. Destas, aproximadamente 800 morrem
por complicações respiratórias. Quanto a nova gripe, conforme
estatística do diretor da Vigilância Epidemiológica do
Estado, Luiz Antônio Silva, são 122 casos confirmados em
Santa Catarina. Outros 800 pacientes aguardam o resultado
do exame laboratorial e dez óbitos permanecem uma
incógnita. Até agora, cinco catarinense morreram por conta
da gripe A e outros cinco morreram por outra motivo.


IMBITUBA

As medidas preventivas
que Imbituba adotará daqui
para frente por conta da
nova gripe serão debatidas
em uma reunião, hoje, na
prefeitura. Dois funcionários
da câmara de vereadores
estão internados no
Hospital Nossa Senhora
da Conceição (HNSC), em
Tubarão, por suspeita da
nova gripe.

CELESC

Mesmo as empresas não
afetadas pelo decreto assinado
ontem pelo prefeito de
Tubarão, Manoel Bertoncini
(PSDB), começaram a suspender
alguns serviços. É
o caso da Celesc em Tubarão
e em Capivari de
Baixo. O atendimento ao
público será feito apenas
através do telefone.

CAPIVARI DE BAIXO

As aulas na rede municipal
de ensino de Capivari
de Baixo está suspensa
até a quinta-feira da próxima
semana. Até ontem, o
prefeito Luiz Carlos Brunel
Alves (PMDB) havia indicado
paralisação até esta sexta.
Todas as atividades sociais,
culturais, esportivas e artísticas
realizadas pelo município
também estão suspensas
pelo mesmo período.

RESTRIÇÕES

O acesso de visitas a
pacientes internados no
Hospital Nossa Senhora
da Conceição (HNSC), de
Tubarão, foi limitado. A
medida é de prevenção e
objetiva reduzir a circulação
desnecessária de pessoas
no hospital e, assim, evitar
um possível contágio pelo
vírus da nova gripe. Mesmo
com o horário especial nos
postos de saúde, a emergência
do HNSC continua com
movimento 80% acima do
normal.

Foto: Cristian Medeiros

Matéria capa do jornal Notisul, Nº2.752, ANO 10, terça-feira, 11 de agosto de 2009.

terça-feira, agosto 11, 2009

CIGARRO – MAIS MOTIVOS PARA PARAR

O produto de consumo mais vendido do mundo pode ter seus dias contados nas dependências de ambientes públicos



LEI PROIBE FUMAR EM LOCAL FECHADO
Para não ter que burlar a lei, a alternativa será fumar em casas de amigos ou reuniões em locais abertos



Tubarão

Tatiana Stock


O projeto copiado na íntegra do utilizado na capital paulista bane o espaço destinado a fumantes em ambientes coletivos. “Eu considero que é um mal para quem consome e um incômodo para os não-fumantes”, alega o vereador Jefferson Medeiros Brunato, autor do projeto de lei votado na quinta-feira (6) na câmara de Tubarão.
Aprovado com duas votações e dispensado de redação final, o projeto foi encaminhado direto para o prefeito, que tem 30 dias para sancionar ou vetar a proibição do consumo de qualquer tipo de produto fumígero em ambientes públicos. Se aceito, os estabelecimentos têm até 60 dias para se adequar à nova determinação.
Positivo para saúde da população e um páreo duro para os fumantes e proprietários de Bares e casas noturnas.
Ivan Tournier Campelli, proprietário de um restaurante que em alguns dias da semana se transforma em noitada, diz que se aprovada na cidade, não será fácil controlar o vício dos freqüentadores. “Tubarão é pequena, não é como São Paulo, não sei se vão respeitar”, enfatiza Campelli que já proibiu o uso de tabaco no horário do restaurante e reclama que mesmo assim, muita gente não respeita.
Se despedir do hábito de acender um cigarro na balada não está nos planos da estudante de biologia Camila Siqueira. “Não tenho o costume de fumar toda hora, mas na night não tem como, vou ter que dar um jeitinho”, assume.

ALTERNATIVA

Ainda em implantação pela prefeitura, o programa de tabagismo busca incentivar fumantes a abandonarem o vício.
Até agora, já registrou 160 cadastros nos últimos dois meses. Desses, a maioria são mulheres acima de 40 anos. “Em virtude de estética e da menopausa, a auto-estima baixa e a mulher passa a se preocupar mais”, explica a enfermeira e coordenadora do projeto, Rosalva Pinto Galassi.



FOTO: Cristian Medeiros
Matéria impressa no jornal Notisul, Nº 2.750, ANO 10, sábado/domingo, 8/9 de agosto.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Aids – Despreocupação faz aumentar números

Duplica casos de Aids na Amurel


“Ainda existe resistência da população em relação ao preservativo mesmo gratuito em todos os postos de saúde”, frisa Janete


Dos preservativos distribuídos, só 10% é recolhido pela população


Tubarão

Tatiana Stock


A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) não é comum só em grupos de riscos como há alguns anos. Atualmente, o vírus passou a se espalhar de forma geral, sem distinção alguma sobre grupo social. E mesmo sendo um tema bem difundido a população ainda não se previne.

Em meio ano já se ultrapassou o número de casos de infectados por HIV em relação aos últimos dois anos em toda a região da Amurel.“É alarmante a falta na procura por proteção, as pessoas esquecem que além da gravidez e da Aids, o preservativo é uma segurança para todas as doenças sexualmente transmissíveis”, alerta Janete Zandomenico, enfermeira do programa de DST/AIDS da 20º Vigilância Epidemiológica de Tubarão.

Em 2007 foram notificados 94 casos, em 2008, 81 e em 2009, entre os meses de janeiro a julho, 102 casos foram confirmados em toda a Amurel, apresentando um aumento significativo no primeiro período de 2009. “Deve-se pensar três vezes mais, pois a cada pessoa que admite ter o vírus, três estão no anonimato”, explica a assistente social da Unidade Sanitária de Saúde de Imbituba, Marcela Leal.
Hoje além dos perfis convencionais, crianças, mães de família e pessoas da terceira idade possuem o vírus. O número de infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente, principalmente entre as mulheres. “Geralmente quem é casado a 20, 30 anos não tem o costume de usar camisinha e na maioria das vezes o marido trai a esposa e acaba trazendo o vírus para dentro de casa”, explica Marcela.
Rachel Copetti Véras, enfermeira responsável pela 19ª Vigilância Epidemiológica, diz que por vergonha grande parte das pessoas de cidades pequenas vão a outras localidades se tratar por medo de serem reconhecidas.


ENQUETE


A opinião dos tubaronenses sobre o uso do preservativo:• Valdirene Golart Machado, 23, caixa de loja. “Sou casada há três anos e não uso camisinha, confiamos um no outro e é muito incômodo”.
• Renan Cardoso, 17, estudante. “Não tenho namorada, então sempre uso camisinha”.
• Iraci Sabiatto Redivo, 52, escrituraria e viúva. “Uso preservativo em todas as relações, mas sou ciente de que a maioria da minha idade não faz uso”.
• Silas Pereira, 46, assessor parlamentar. “Não uso preservativo porque eu e minha esposa somos fiéis um ao outro”.
• Lucas Machado, 17, estudante. “Tenho namorada e sempre usamos camisinha, mas sei que muita gente por estar namorando deixa de usar”.

FOTO: Cristian Medeiros

Matéria impressa no jornal Notisul,Nº 2.748, ANO 10, quinta-feira, 6 de agosto.

sábado, agosto 01, 2009

Atenção pais para o “Dia D”


Mesmo erradicada no país a vacinação contra a Poliomielite é de extrema importância para que não retornemos a ter o vírus

Imbituba
Tatiana Stock


A partir do da segunda-feira, 17 de agosto, inicia-se a segunda etapa da vacinação contra a Poliomielite, onde todas as crianças entre zero e cinco anos devem ser vacinadas.
Todas as creches da cidade serão visitadas durante a sexta-feira (21) pela equipe vacinadora da unidade Sanitária Central e no sábado (22) acontecerá o “Dia D” (Dia nacional contra a pólio), onde todas as unidades e ambulatórios municipais estarão abertos das 8h às 17h, sem intervalo para almoço. Essa é a chance dos pais que não vacinaram seus filhos poderem levá-los até um posto de saúde para tomarem as gotinhas. Não tem custo e é indolor. É importante que a população entenda a importância da necessidade de vacinação para que a pólio seja erradicada em todo o mundo.
Segundo a coordenadora de imunização do município, Denise Antunes Pires, a vacinação na região está entre 96 a 100%, e é de extrema importância já que Imbituba é uma cidade turística. “Toda e qualquer cidade turística tem que ter uma atenção redobrada, pois alguma criança de fora pode trazer o vírus”, enfatizou Denise.

Pólio

A poliomielite é também conhecida como paralisia infantil quando ataca crianças, é uma infecção viral causada pelo poliovírus. A doença pode ser moderada ou severa. Nos casos mais graves além da paralisia, pode levar à morte.
A única forma eficiente de controlar a poliomielite é manter a maior taxa possível de vacinação na comunidade.

Fique atento

O último caso de pólio registrado no Brasil foi no ano de 1989, na cidade de Souza (PB). A partir daí, sem mais registros da doença, a Organização Mundial de Saúde (OMS) avaliou a poliomielite erradicada em todo o continente.
A vacina é de suma importância, pois mesmo a pólio estando erradicada no país, lamentavelmente não está imune em todo o mundo. Existem quatro países ainda endêmicos: Índia, Afeganistão, Paquistão e Nigéria. De acordo com dados da organização Rotária, em 2006, 79% das crianças do globo foram vacinadas; e isso, interfere, já que o homem é o transmissor (pelas fezes), com a migração humana, o vírus se propaga rapidamente, infectando países onde a pólio já não existia.

Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ANO VII, Nº 991, sexta-feira 31 de julho de 2009.

sexta-feira, julho 24, 2009

Em média 4% da população tem HIV positivo em Imbituba

Preconceito e auto-preconceito são os tabus vividos por portadores e pessoas que convivem com a Aids


“Ainda existe resistência da população em relação ao preservativo”, frisa a assistente social.

Imbituba

Tatiana Stock


A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) não é comum só em grupos de riscos como há alguns anos, atualmente, o vírus passou a se espalhar de forma geral, sem distinção alguma sobre grupo social. Hoje além dos homens homossexuais, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo, travestis e hemofílicos, caminhoneiros, crianças, mães de família, pessoas da terceira idade possuem o vírus.
Segundo dados da Unidade Sanitária de Saúde de Imbituba, durante o mês de junho a cidade registrou 471 infectados pelo vírus. De acordo com assistente social da instituição, Marcela Leal, esse número deve ser multiplicado por três. “A partir desse valor deve pensar três vezes mais, pois a cada pessoa que vem aqui e admite ter o vírus, três estão no anonimato”, explica Marta, que informa também que desses 128 são homens, 111 mulheres e 33 crianças, fora o número de mortos e em abandono, que deixaram de comparecer ao tratamento.
De acordo com assistente social, por ser uma cidade portuária, isso aumenta as possibilidades e o contágio. “O porto interfere totalmente nos números, isso em decorrência da grande quantidade de homens que vem de rotas internacionais, e que procuram as profissionais do sexo”, enfatiza Marcela Leal. Segundo ela, as prostitutas usam preservativo mas, muitos homens pagam a mais para que elas não usem. A profissional aponta a BR 101 e os caminhoneiros como outros focos de grande risco. “Quando chegam navios, ou quando há filas de caminhoneiros e congestionamento na BR as profissionais do sexo, não só da cidade mas de toda a região vem para Imbituba a procura de trabalho”. Marcela diz que uma ação de redução de danos nesse caso é a distribuição de preservativos em pontos estratégicos, o que é muito realizado pelas ONGs da cidade.
O número de infectados por HIV tem aumentado proporcionalmente nos últimos anos, principalmente entre as mulheres. Atualmente muitas mulheres casadas há anos, estão com o vírus. Isso segundo Marta acontece muito. “Geralmente quem é casado a 10, 20, 30 anos não tem o costume de usar camisinha e na maioria das vezes o marido trai a esposa e acaba trazendo o vírus para dentro de casa”. A assistente social alerta que quando o casal tem AIDS, devem utilizar preservativo em todas as relações. “Se não usam a camisinha, um interfere no tratamento do outro o tempo todo, o que pode trazer males ainda maiores”.
Além desse exemplo Marta citou também as viúvas de terceira idade que não tem o costume de usar camisinha e são alvos de homens mais novos. Outro exemplo são algumas mulheres muito ligadas a religião que deixam de tomar os medicamentos porque crêem que Deus irá cura-las. “Conviver com a sensação é muito difícil, principalmente pelo preconceito, a associação com a morte e a resistência em aceitação”, explica Marta.
Joselito Sena, presidente da ONG Força Positiva, que aborda a adesão ao tratamento com atividades físicas, cuidados na alimentação e tudo para que a pessoa com o vírus saiba conviver com ele e ser feliz.

Imbituba - mês de junho:
471 infectados, desses 111 mulheres e 128 homens.
Homens: 61 mortes e 84 em abandono
Mulheres: 20 mortes e 60 em abandono
Atendimento médico: cerca de 160
Atendimento social e psicológico:entre 350 e 400 (incluso visitas e telefonemas).
Crianças: de 0 – 5 anos: 14 (expostas de mãe positiva), 6 (sendo investigadas), essas o Estado tem o poder de ir atrás.
5 – 14 anos: 4 (em tratamento), 1 (em abandono), 1 (adolescente em acompanhamento) e 7 (investigação – sumiram).
“Nós não podemos bater na porta, mas as o conselho tutelar, o PSF e o hospital infantil sim”.

Informações:
Ong – Força Positiva – 3356-0441 – WWW.forcapositiva.com.br
ISO – 3255-1652 / 3255-2562 / 3255-5426
Unidade Sanitária Central – 3255-2859 / 35-255-3518
WWW.portal.saude.gov.br/saude/


Foto: Tatiana Stock

Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ANO VIII, nº 989, sexta-feira, 24 de julho de 2009.

quinta-feira, julho 23, 2009

Hospital pede socorro

A população não está ciente das necessidades do Hospital São Camilo, o único da cidade


Irmã Maria Claudete Weber, Adilson Silvestre e Dr. Ricardo Bosco.


Mesmo com o melhor índice cirúrgico, o descaso pode fazer com que o São Camilo feche suas portas


Imbituba
Tatiana Stock


De média complexidade, o hospital São Camilo é único na cidade, e atende não só imbitubenses, mas toda a região. Nos últimos anos tem encontrado problemas para continuar em funcionamento e mesmo com campanhas e apelos publicitários a população não está ciente das necessidades da entidade.
Segundo a Irmã Maria Claudete Weber, diretora do hospital, nos últimos anos o São Camilo recebe verbas e doações, mas como não são constantes, em determinados períodos reflete no não pagamento de suas obrigações. “Dentro das nossas limitações, fazemos tudo o que podemos, estamos passando por um momento bastante crítico. Hoje a entidade não consegue mais se manter, por isso, estamos pedindo ajuda, pois o que recebemos ainda é pouco diante do que precisamos”, explica a irmã.
Em visita ao hospital, quatro das cinco pessoas que estavam no aguardo para serem atendidas disseram não ter ciência da situação do hospital. “O atendimento é bom, não participo da campanha porque não sabia da da necessidade de ajuda, mas estou pensando em ajudar de alguma forma”, diz Vilmar de Souza, que já foi vereador e agora está encostado, vive em Imaruí, mas sempre que precisa vem ao Hospital São Camilo.

Doações

Maria Claudete diz que as doações veem tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Recebemos contribuição através da lei dos navios, da campanha na conta de luz, de algumas empresas do porto: Fertisanta, Serra Morena, Tecon Imbituba, IOP (Imbituba Operadora Portuária) e o convenio com a prefeitura, que ajuda a pagar os profissionais do hospital.





Apelo

A diretora acredita que todas as empresas do município podem ajudar com doações ou contribuições. “Todo mundo paga imposto, mas não é uma realidade só de alguns, o hospital é super importante para a cidade, sem ele, a população não tem onde recorrer. As vezes as pessoas só valorizam quando realmente precisam dos serviços. Em certos momentos não adianta você ter dinheiro, porque o tempo é muito importante e até chegar a outro hospital, pode ser que não de tempo”, ressalta a irmã.

Regionalização

O hospital está em processo de regionalização, saindo da gestão plena e retornando a estadual. Esse processo de acordo com a administração do hospital abrirá suas portas para atender pessoas de municípios visinhos, diluindo o custo fixo pelo número de atendimentos, gerando um défti maior para o hospital.
“Com essa contratualização, o estado contrata serviços do hospital em determinadas áreas, com isso, precisa de demanda, para o estado nos pagar”, realça Sivestre.


Angela Maria Matias Onorato, contando os dias para tirar o gesso.



Campanha: Conta de luz

O insucesso da campanha, que recolhe doações na tarifa mensal de luz dos imbitubenses que aceitaram contribuir com o hospital, é visível por todos que têm acesso aos valores arrecadados. “Pensávamos que com as contribuições chegaríamos em torno de 40, 50 mil reais, com a população em torno de 40 mil habitantes, as doações chegam a 7mil por mês. Isso somado com o que vem do governo é pouco”, explica Adilson Silvestre, representa a ACIM junto a outras empresas de Imbibuba, como: CDL, CAPPI, Companhia Docas, Rotary Clube e profissionais da área da saúde que prestam serviço; em prol de soluções para equacionar as contas e manter o hospital aberto.
A imbitubense, Ângela Maria Matias Onorato, contribui para o hospital na conta de luz e diz que não tem do que reclamar. “Fiz uma cirurgia no meu tornozelo esquerdo há 15 dias e fui muito bem atendida”, alegra-se.
De acordo com a diretora do hospital, as doações na conta de luz estão estabilizadas pela falta de conscientização da população sobre a importância do hospital. “Às vezes gastamos dinheiro em coisas que não nos fazem bem e deixamos de lado o que realmente importa e que no caso do hospital, pode salvar vidas”, conta.

Atendimento X superlotação

O jornal Popular Catarinense recebeu algumas denúncias em relação à qualidade no atendimento no hospital. A irmã explica que com o acúmulo de pacientes na emergência, tem que se esperar mais e geralmente em momentos delicados o ser humano não tem a paciência necessária, mas que o hospital fornece formulário onde os visitantes têm um espaço para sugerir e reclamar.
Em relação ao aumento de pacientes na emergência, Maria Claudete justifica que grande parte é culpa da má qualidade dos postos de saúde. “Nossa emergência hoje acaba fazendo serviços que não são da emergência, mas sim dos postos de saúde. Mas dentro das necessidades conhecidas por todos em relação à qualidade dos postos de saúde de Imbituba, a maioria da população vem direto para o hospital, gerando um acúmulo de pessoas”. Para a irmã, a melhora nos postos de saúde sem dúvida pode influenciar para uma melhora significativa na qualidade e rapidez dos atendimentos de emergência.

Dados

De acordo com o Dr. Ricardo Bosco, membro da comissão da administração do hospital e fisioterapeuta, mesmo com todos os problemas e dificuldades encontradas, o hospital São Camilo prima por qualidade e tem o menor índice de mortalidade em cirurgias. “Nós temos o melhor índice cirúrgico, com 1% de morte, sendo que outros hospitais no estado chegam a 3%”.
Bosco diz que existem alguns serviços que não são compatíveis ao hospital, porém, é dado todo o encaminhamento necessário para que o paciente seja encaminhado para outro centro. O fisioterapeuta enfatizou também a demora do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). “A SAMU demora de 2h às 3h para chegar ao hospital e só aceita o paciente dentro da ambulância se ele estiver totalmente estabilizado, daí a necessidade de passar pelo hospital antes”.



Gripe suína

Segundo dados do corpo clínico do Hospital São Camilo, várias enfermeiras foram treinadas e toda a suspeita é atendida e encaminhada.


Entrada de emergência, onde na maioria dos casos o grande número de pessoas se dá pela falta dos postos de saúde.



Diagnóstico

De acordo com o Dr. Ricardo Bosco, membro da comissão da administração do hospital e fisioterapeuta, muitas pessoas falam mal do hospital por atendimentos recebidos ha anos atrás, e não entendem que muito mudou durante os últimos anos. “Se alguém não gostou de alguma coisa dentro da instituição, temos as folhas de reclamação e é verificado se ocorreu um erro, para assim buscamos melhorar, para criarmos um sistema de avaliação”.

Reunião

O encontro com o propósito de respostas a situação financeira crítica em que se encontra o hospital, reuniu o Presidente da Assembléia Legislativa, Jorginho Mello, juntamente com os vereadores Dorlin Nunes Júnior (PSDB), Jesiel Antulino (PSDB), Zeli Pires (DEM) e Rogberto Pires (PPS).
O Deputado Jorginho Mello, orientou que sejam calculadas as pendências financeiras e enviadas ao Governo do Estado, através da Secretaria Regional da 19º região. Além disso, comprometeu-se em acompanhar o pedido em conjunto com o Secretário da Saúde, Dado Cherem.

Fotos: Tatiana Stock

Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ANO VIII, Nº 988, terça-feira, 21 de julho de 2009.

sexta-feira, julho 10, 2009

Feira versus mercado

Qual é o melhor local para se encontrar produtos de qualidade e com bons preços?



Imbituba

Tatiana Stock

Na hora de comprar frutas e verduras sempre vem à dúvida de onde é o melhor local para se encontrar produtos de qualidade e com bons preços. Frutas e verduras, quanto mais frescas, melhor, por isso as antigas feiras continuam até hoje. Com o diferencial do preço único por quilo, com exceção de alguns itens como o morango, o mamão e o pinhão. A feira atrai muitos clientes que prezam por produtos de qualidade e com preços acessíveis ao bolso.
O consumidor deve se ater ao valor por quilo, pois muitas vezes o valor de determinados itens comprados em separado em mercados sai mais em conta.
Para se ter uma noção de diferença de valores, durante a feira foram comprados: três bananas, três tomates, dois limões, um pimentão, duas maças pequenas e uma laranja; todas no valor de R$1,10; o preço por quilo estabelecido na feira. Esse valor é para todas as frutas e legumes, com exceção do: mamão papaia, morango e pinhão, que segundo Márcia Rosiane Defreyn, empreendedora da feira, esses produtos não estão mais na época certa, o que aumenta o valor.
Em um mercado da região foram separados e pesados os mesmos itens selecionados na feira, somando um total de R$2,80, registrando mais de 150% acima do valor total dos mesmos produtos comprados na feira.
Em relação ao quesito qualidade, o mercado não perde da feira, os dois locais apresentaram as mesmas características em termos de produtos e variedades. “A qualidade dos produtos da feira é boa e tem vezes que vale muito mais a pena”, conclui Cezar Cardoso, durante suas compras.
O funcionário, Vinicius Costa natural de Aratingauba, trabalha no ramo alimentício há 10 anos e alega que os produtos mais vendidos são: tomate, batata e cebola.
Márcia Rosiane Defreyn, natural de Águas Mornas, trabalha no ramo há 17 anos, e diz que começa as montagem dos produtos por volta das 4:30h da manhã, para estar tudo pronto para atender os primeiros clientes às 6h até o meio dia. “Trazemos toda semana em torno de 40 produtos”, informa.
Um dos empecilhos da feira é que ela só existe uma vez por semana, e isso é um dos fatores que afasta grande parte dos clientes. Uma consumidora de produtos do mercado justificou que às vezes é complicado ir à feira, pois só existe uma vez por semana e o supermercado está sempre aberto.
Gosto não se discute, e é por esse e outros motivos que existem várias opções, para todos os gostos e bolsos, cabe ao consumidor escolher o que melhor lhe agrada.




A feira que acontece todas as quartas-feiras do mês, na Rua Irineu Bornhausen, no centro de Imbituba.


Cezar Cardoso, consumidor assíduo da feira de quarta-feira


Fotos: Tatiana Stock


Matéria impressa no jornal Popular Catarinense, ANO VIII, Nº 985, sexta-feira, 10 de julho de 2009.
"Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode, também, alcançar." 
William Clement Stone